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"Uma casa de bambas-A HISTÓRIA DO CARIOCA DA GEMA NA lAPa"Depoimentos

Atualizado: Jun 3

Autor: Cesar Tartaglia



Guilherme Studart, um mestre em bares e botecos

O economista Guilherme Studart concilia bem a vida entre a razão e a emoção. No primeiro caso, lida com os números do mercado financeiro com o cuidado de um perfeccionista. No segundo, é capaz de se deliciar com uma sardinha de balcão com lágrimas nos olhos. Nessa particular porção, ele corre gira atrás daquele buteco, ou daquele acepipe que sirva de parede para uma boa cerveja gelada. Carioca do ramo, Studart cria uma literatura voltada para registrar essa veia da esbórnia que junta, democraticamente em cadeiras e mesas de buteco e outros templos, aqueles que se dedicam – na definição do humorista Jaguar, outro do ramo – à Busca Insaciável do Prazer. Ele é responsável pelo guia “Rio Botequim”, espécie de vade-mécum para iniciados ou iniciantes nas artes de – a expressão aqui vai só de farra – harmonizar a cerveja gelada ou a caninha de as predileção com o melhor tira-gosto possível. Vai aqui sua abalizada palavra:

“Frequento o Carioca da Gema desde a sua inauguração. Já peguei vários estágios do Carioca. É uma casa que sempre me impressionou positivamente. Quando ela foi criada já existiam outras casa na Lapa. Teve o Emporium 100, o Espaço 22, ali na Lavradio. Antes, tinha funcionado o Arco da Velha. O Carioca fez uma espécie de transição. Ali pelos anos 90 havia essas casas. Mas o que tinha antes eram, por exemplo, antiquários que abriam pra uma roda de samba. Não eram casas especializadas em samba. Elas aproveitavam dias ou faixas de horário ociosos, em que não estavam abertas para suas atividades específicas, e promoviam apresentações de sambistas.

O Carioca veio a ser uma casa especificamente pro samba. Depois veio o Rio Scenarium. Mas o Carioca foi pioneiro. E foi fundamental para uma geração de novos talentos que iam surgindo pela cidade e não dispunham de muitos espaços pra mostrar seu trabalho. Havia muitos jovens se dedicando ao samba. O samba até então era visto como algo iminentemente da velha guarda, e nesses anos 90 o que surgiu de novos talentos foi impressionante. O Carioca percebeu esse cenário e se dispôs a ser uma casa para dar espaço a esse pessoal. A proposta foi muito bem sucedida, e assim tem sido.

A qualidade musical sempre foi levada a sério no Carioca. O nível musical é muito elevado. Uma casa com uma programação regular que mantém um nível de excelência indiscutível é um mérito. Mesmo quando não podia acompanhar de perto sua programação eu sempre procurava me manter informado sobe sua agenda de apresentações. E sua grade de artistas sempre me impressionou. Muitos artistas tiveram uma projeção na carreira a partir dali, a tal ponto que eles se confundiam com a imagem da casa. A Teresa Cristina, por exemplo, embora tenha surgido no Semente, chegou ao apogeu no Carioca. E vários outros talentos – a Ana Costa, o Moyseis, novos talentos cujas trajetórias ganharam impulso a partir do Carioca da Gema. Ter dado espaço a esse pessoal é uma das coisas que fazem do Carioca uma casa de importância fundamental no cenário musical do Rio”.

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