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"Uma casa de bambas-A HISTÓRIA DO CARIOCA DA GEMA NAlAPa"curiosidades 6

Atualizado: Abr 13

Autor: Cesar Tartaglia



Salve Simpatia

Assim como o Carioca da Gema começou a existir bem antes da inauguração, numa gestação a que Thiago, Carol e Marianna deram início na casa de festas do Recreio, idos dos anos de 1990, também o garçom Zulu tem sua história ligada à casa antes mesmo de os tambores do samba começarem a rufar no 79 da Mem de Sá. Funcionário de primeira hora, ele foi trazido pelo trio da empreitada no Emporium 100. Veio e ficou até 30 de janeiro de 2009, quando se despediu de amigos e clientes que se acostumaram a vê-lo carregando sua simpatia e seus baldes de cerveja pelo salão. Ligado ao carnaval de Santa Teresa (como linha de frente do bloco Carmelitas, entre outras ações), ele trouxe sua experiência no manejo com ferramentas para ajudar, por exemplo, a restaurar móveis comprados em antiquários, a preços mais em conta, pelos donos da casa para mobiliar o Carioca. Trouxe também um pouco de seus dotes culinários: até a Vigilância Sanitária proibir, Zulu serviu aos clientes do Carioca o picante sabor de uma pimenta cuja receita ele assegura que levará para o túmulo. Se sua simpatia transbordava em seus atos, ele sempre cercou de um certo mistério sua real identidade. Quando não estava em sua identidade de Zulu, costumava se apresentar com um nome quase impronunciável de alguma língua – inventada ou não – africana. Algo como Krafi Mazomba Zulu. Mas o mistério não sobreviveu à burocracia, e para ser registrado no livro de funcionários Zulu não teve como driblar a imposição legal. Seu nome real está lá, tanto quanto na história, no livro de registros de funcionários do Carioca da Gema. Mas esse é um segredo que a casa preserva como reverência a seu famoso garçom.

Bordão musical

Outra do Zulu: ele transformou em atração seu gesto de circular pelo salão batucando, em acompanhamento aos músicos no palco, no balde de metal cheio de cervejas para os clientes. De atração, essa rotina virou um bordão: nas apresentações de Teresa Cristina com o Grupo Semente, nas sextas-feiras lotadas do Carioca da Gema, ele aparecia especialmente num set que, pelo sucesso, acabou incorporado ao roteiro do show. Em determinado momento, os músicos davam uma paradinha, e lá vinha Zulu com um pequeno solo de batucada no balde. Era um momento esperado na apresentação de Teresa Cristina. Tão esperado que, na primeira semana do show após a despedida do Garçom, ao interpretarem o set, pavlovianamente os músicos deram a paradinha e o público cativo parou de cantar e dançar, esperando a entrada de Zulu e seu instrumento. Houve uma consternação quando, tendo ficado no vácuo, a plateia começou a se perguntar o que acontecera? “Cadê o Zulu? Não está mais?” – era a pergunta que se podia ler nos olhos de quem acabar de perder a delícia de um referência nos shows do grupo.

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