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"Uma casa de bambas-A HISTÓRIA DO CARIOCA DA GEMA NA lAPa"curiosidades 14

Autor: Cesar Tartaglia



Pit stop musical

Em 2004, mestre Monarco experimentava um dos momentos marcantes de sua exuberante carreira. Com trabalho novo na praça (“Uma história do samba”), ele ganharia naquele ano o Prêmio Tim de melhor disco de samba. Mesmo com a agenda lotada, o mestre não negou fogo quando recebeu o convite de Paulinho Figueiredo para se apresentar no Carioca da Gema. Noite cheia, plateia lotada, a casa, ainda com os janelões abertos para o burburinho da Mem de Sá, o sambista desfilava seus grandes sucessos no palco que, então, tinha um fundo que se abria em janelões para aquele naco mais nervoso da Lapa em plena era de renascimento. Lá fora, passa de carro outro mestre – Zeca Pagodinho. Que, ao esticar o olhar pra dentro do CG, enxergou a figura inconfundível do sambista da velha guarda da Portela, com seu indefectível chapéu branco com uma tira azul ladeando a parte de cima da aba. Zeca não se fez de rogado: deu um jeito de estacionar o carro, entrou apressado pelo portão guardado por Baby, foi diretamente para o palco e, sob delírio da plateia, acompanhou Monarco num inesquecível dueto para “Deixa a vida me levar” – o sambão de Serginho Meriti e Eri do Cais que se transformara num marco da carreira de Zeca e, dois anos antes, fora cantado no país inteiro como hino e símbolo da Copa de 2002. Cumprida a missão, discípulo e mestre se abraçaram, Zeca sapecou um beijo em Monarco, cantou pra subir e saiu com a mesma rapidez com que entrara na casa. Lá fora, pegou o carro e sumiu na poeira. Lá dentro, a plateia boquiaberta tinha a certeza de que havia testemunhado um momento mágico do samba.

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