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Estação Primeira de Mangueira é Carioca da Gema

Autor: Luis Pimentel

Caricatura: Carlos Amorim


Um dos mais belos sambas na galeria daqueles que homenageiam a verde e rosa diz que “madeira de dar em doido em Jequitibá”, e que, portanto, “deixem a Mangueira passar” (Jequitibá do samba, de José Ramos). O preâmbulo é para dizer que, independente das notas misteriosas que tem recebido em sucessivos desfiles, a Estação Primeira de Mangueira continua passando. E deixando, a cada ano, a mais bela impressão e as mais inusitadas emoções em seus admiradores.

A homenageada de abril está aqui porque faz aniversário este mês. Foi fundada em 1928, num dia 28 (importante pro horóscopo, pois num dia 28 de abril também nasceu Paulo César Pinheiro, em 1949), tendo à frente de seus criadores Angenor do Oliveira, o Cartola, juntamente Carlos Cachaça, Zé Espinguela e outros bambas.

Daí para cá (com ou sem as notinhas misteriosas), foram 18 títulos de campeã do Carnaval. E um feito ainda mais bonito e importante: inúmeros compositores foram formados em sua quadra ou adjacências, sob o manto inspirador de gente como Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Wilson Batista, Babaú, Geraldo da Pedra, Padeirinho, Nelson Sargento e muitos outros. Não à toa, foi a primeira escola a criar uma ala de compositores, “pois o samba em Mangueira é tão diferente...”

Campeã também em espalhar sementes e cultivar figuras emblemáticas – a principal delas é Jose Bispo Clementino dos Santos (1913-2008), o Jameão, intérprete oficial da escola de 1949 até 2006 – a Estação Primeira forma com o Império, a Portela, a Vila e o Salgueiro o quinteto nobre da maestria carioca. E é bobagem tentar nublar a sua história, porque “todo mundo te conhece ao longe, pelo som dos teus tamborins e o rufar do teu tambor”.

E o resto é intriga.

Luís Pimentel

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