• Cris Penido

áurea, o Diamante Negro da Lapa


A nossa estrela e Diamante Negro, Áurea Martins, nascida numa Campo Grande ainda rural em 1940, iniciou sua carreira profissional pelas mãos de Paulo Gracindo e Mário Lago, no Tribunal de Melodias ainda sob a alcunha de Aldima Pereira dos Santos e foi por eles batizada de Áurea Martins. Acabou contratada pela Rádio Nacional. No ano de 1969, integrando o conjunto Os Siderais, ganhou o primeiro prêmio do programa "A Grande Chance", de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi, no qual interpretou "Pela Rua" (Dolores Duran e Ribamar), com arranjo de Anselmo Mazzoni. Como prêmio ela teve a chance de gravar seu primeiro disco e teve uma viagem a Portugal. No LP "O amor em paz", com produção de Rildo Hora e arranjos de Luizinho Eça, contou com acompanhamentos do Tamba Trio e a participação especial do escritor Paulo Mendes Campos declamando Vinicius de Moraes. Logo depois passou a cantar na noite carioca e dividiu o palco com vários nomes de peso: Zezé Gonzaga, Emilio Santiago, Elza Soares, Baden Powell e muitos outros. Atuou como atriz e cantora na peça "Ensaio Geral da República" de Dalva Lazaroni. Participou de vários discos, como os songbooks de Tom Jobim e Chico Buarque (produzidos por Almir Chediak), além de discos de Délcio Carvalho, Ivor Lancellotti, João de Aquino, Hermínio Bello de Carvalho e Heitor dos Prazeres Filho, entre outros. Em meados da década de 1990 participou do CD "'Bordões", lançado pelo selo Top Voice, em comemoração aos 50 anos de João de Aquino. Em 1993 estreou o show “Lupicínio Rodrigues revisitado”, ao lado da cantora Zezé Gonzaga e do pianista Zé-Maria Rocha. Com a revitalização da Lapa no final da década de 90, Áurea teve que se reinventar artisticamente, abandonou o piano das noites da zona sul e foi convidada a adentrar um novo mundo, do choro e do samba. Já pelos anos 2000, o produtor Lefê Almeida a convidou para integrar o elenco do Café Musical Carioca da Gema, onde permaneceu durante os primeiros sete anos. Ela fazia às quintas-feiras o show “Lapa de todas as bossas” ao lado de Pedro Paulo Malta no grupo É Luxo só que era formado por: Pedro Aragão (bandolim), Paulo Aragão (violão), Márcio Almeida (cavaquinho), Kiko Horta (acordeon), Zizinho, Trambique e Alison nas percussões, Rui Alvim também tocou no grupo. Nesse grupo Áurea chamava atenção com seu modo de cantar e suas divisões jazzísticas e seu repertório diferenciado. Lefê com sua sensibilidade musical criou este grupo especialmente para Áurea, que a princípio não era visto como uma cantora de samba. Mas com o tempo ela conquistou seu espaço e o respeito de todos. Na casa haviam revezamentos e por isso ela cantou com outros grupos da casa como o Conjunto Rabo de Lagartixa que era formado por Daniela Spielman (sax soprano e alto), Alessandro Valente (cavaquinho), Marcelo Gonçalves (violão 7 cordas), Jayme Vignoli (cavaquinho), Alexandre Brasil (contrabaixo acústico e elétrico) e Beto Cazes (percussão).

Além de ensinar muito nessas noites em que ela se apresentava, Áurea teve a oportunidade de aprender com quem estava chegando. No Carioca ela ainda dividiu a noite com muitos cantores, entre eles: Veronica Ferriani, Moyseis Marques, Luiza Dionízio, Ana Costa entre outros. Áurea Martins merece todas as homenagens por ser essa cantora completa e generosa sempre. Ela está sempre disposta a abrir a sua casa para aqueles que buscam conhecimento. No Carioca da Gema ela foi uma das primeiras a pisar no palco junto com músicos consagrados como, Marcio Almeida, Pedro e Paulo Aragão, Trambique e Maria Antonia Lacerda.

A casa faz questão de homenagear essa grande artista que segue nos encantando com sua força e sua arte devido a sua juventude na alma... Depois de 17 anos sem cantar na casa Áurea fez questão de comemorar seus 79 anos e ficamos honrados em recebê-la! Parabéns querida! Confira alguns momentos da noite:

Fotos: Jorge Carlos Alves dos


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